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O fluxo da água das cachoeiras me faz lembrar da mutação incessante do mundo (Fotografei na Chapada das Mesas, MA).

A cada mês de janeiro, gosto de ler o relatório do Fórum Econômico Mundial sobre os riscos globais e pensar como famílias e escolas podem preparar crianças e adolescentes para viver nesse mundo. Em anos recentes, a ênfase tem sido na necessidade de fortalecer a resiliência para enfrentar as múltiplas transições que chegam com inúmeras incertezas. Este ano, a ênfase é na necessidade de fortalecer a cooperação.

Sobre as múltiplas e complexas transições o relatório destaca: a migração para uma economia de baixo carbono; a mudança tecnológica cada vez mais acelerada; o equilíbrio geopolítico, com a questão da desigualdade e da polarização da sociedade em termos étnicos, religiosos e culturais.

Para lidar com essas transições, é preciso pensar em investimentos a longo prazo e fortalecer a cooperação internacional. Até mesmo porque há áreas globais em comum (oceanos, qualidade do ar, mudanças climáticas) que causam impacto em todo o planeta. Por exemplo, a escassez de água ou eventos climáticos extremos ocasionam a migração involuntária de milhões de pessoas que vivem em áreas mais vulneráveis.

Embora as mudanças climáticas extremas estejam crescendo mais rapidamente do que as ações destinadas a mitiga-las, o relatório destaca o aumento significativo do uso de energias renováveis (cujo custo está se reduzindo) e do manejo sustentável de florestas.

A chamada Quarta Revolução Industrial está delineando enormes mudanças na maneira de trabalhar e de viver. Com o avanço acelerado da automação, da robótica e da inteligência artificial, muitos postos de trabalho estão desaparecendo, os estilos de trabalho estão mudando, assim como a proteção ao emprego, e a tendência crescente é o aumento do trabalho autônomo, temporário ou em tempo parcial.

Nesse cenário, nas famílias e nas escolas, é essencial estimular a cooperação e o trabalho em conjunto, propostas para pensar coletivamente soluções inovadoras para problemas em comum, o consumo consciente, a flexibilidade para se ajustar a grandes variações do orçamento doméstico e o desenvolvimento de múltiplos talentos e habilidades para poder atuar em diferentes áreas, que nem sempre estarão diretamente relacionadas com a formação acadêmica escolhida.

Para ler o resumo do relatório:

https://www.weforum.org/agenda/2017/01/global-risks-in-2017

Para ler o relatório completo:

http://www3.weforum.org/docs/GRR17_Report_web.pdf